Antes de falar do tema que apresento no título quero dirigir-me aos Benfiquistas (com B grande, que é como devem ser designados). Não me dirijo aos sportinguistas porque esses não têm a capacidade de nos entender. Somos demasiadamente grandes para sermos entendidos por gente que não tem tal grandeza de espírito.
Pela incapacidade de compreensão da grandeza, nenhum dos contribuintes lagartos deste blogue, foi capaz de entender o meu anterior post. Eu falei do Benfica, eles responderam-me com frases e tiradas do Vieira. Nem por uma vez falei do nome de um presidente que nem sequer apoio. Reparem, companheiros Benfiquistas, que para eles, gatinhos, conseguirem falar de algo tão grande, tiveram que reduzir o nosso Clube a uma única pessoa. Tenho pena (deles) que não percebam que o Benfica não é o Vieira. Volto a dizer. O Benfica é Enorme!! O Benfica é capaz de sonhar e lutar incansavelmente pelos seus sonhos. O Benfica é capaz de concretizar os seus sonhos. Vieira não. Vieira apenas é capaz de sonhar. Não tem a grandeza do Benfica. A tal grandeza que os verdocas são incapazes de entender. Mas temos de os perceber…quem nunca esteve na lua não é capaz de dizer como é caminhar no seu solo!
Findo este pequeno comunicado à ENB falo do nosso futuro treinador. Este sim um chamado tema fracturante. Jesus sim ou não?
Em minha opinião é uma não com reticências. Tem todas as características de um treinador que não se dá bem em grandes (a mim faz-me lembrar o Manuel José) mas tem também algumas qualidades que me fazem colocar as reticências a seguir ao não. O maior problema destes treinadores portugueses, costuma ser em jogos importantes, contra os grandes e na Europa. Mas Jesus agiganta-se nesses desafios. As suas equipas praticam o melhor futebol justamente quando as dificuldades são maiores. O problema de Jesus até costumam ser os jogos em que o desafio é menor, menos estimulante. Mas esse é um problema que eu espero que se resolva com a maior qualidade do plantel Benfiquista.
Ainda assim, confesso que a minha resposta continua a ser um não. Penso que haveria, no estrangeiro, treinadores que apesar de não serem baratos, seriam, para mim melhores escolhas. Para mim, há logo à partida dois ou três treinadores com garantias e depois de pensar um pouco mais, outros dois ou três:
Para mim, logo à partida pensaria no Paul Le Guen. Só faz GRANDES trabalhos por onde passa. Tornou o Lyon no clube que é hoje, relançou o PSG e está sem clube.
Co Adriaanse. Apesar de haver muita gente que não concordará, sou um profundo admirador do trabalho que fez no AZ Alkmaar e, principalmente no Porto. Além de “conhecer o futebol português”, conversa que a mim me parece “da tanga”, confesso. No Porto pegou num grupo de grandes jogadores que estava destruído, e transformou-o numa equipa! O Porto tinha a equipa destroçada e Co Adriaanse não teve medo de pôr todos no seu lugar e terminou a época com a dobradinha e a jogar o futebol mais espectacular que se viu nestes últimos anos em Portugal. Lembro-vos que a táctica com que acabou a jogar foi um 3-3-4. Jesualdo bem lhe pode agradecer a equipa feita que o holandês deixou. É exactamente disso que o Benfica precisa. Transformar aquele naipe de bons jogadores numa boa equipa. Está nas arábias e poderia ser caro trazê-lo…
Outro que para mim era muito bem pensado seria Juande Ramos. Seria outro espanhol, não augura nada de bom, mas à excepção da sua frustrada passagem pelo Tottenham, o seu trabalho tem sido muito bem feito no país vizinho. A sua dispensa do Real é, a meu ver uma injustiça. No entanto este, admito, poderia ser verdadeiramente inacessível aos nossos cofres.
Pensado um pouco mais, não tão evidentes podíamos apontar Zico e Van Basten. Não me esqueço dos excelentes resultados e futebol do Fenerbaçhe do brasileiro. Parece-me que seria uma boa aposta embora não tão segura como a dos anteriores treinadores que refiro. Como grande dificuldade apresenta-se a sua entrada recente, no CSKA Moskovo. É um bom clube e seria praticamente impossível “roubá-lo”.
Por últimos, Van Basten. Será de todos, aquele que tem menos créditos, enquanto treinador. Seria de facto um grande risco. Não conseguiu grandes resultados na selecção holandesa e esta época deixou o Ajax em terceiro na liga. No entanto, pôs a “laranja mecânica” a praticar o melhor futebol, do Europeu (chegaram a apontá-la como a grande favorita, para quem não se lembra) e foi eliminado pela Rússia, grande surpresa do tornieo. Para mim, estava longe de ser uma aposta segura para treinar o nosso Clube. É uma aposta na crença daquilo que pode vir a fazer e não no que já fez. Além de estar livre. É uma aposta “do coração” e não da razão, confesso. Não me esqueço do futebol praticado pela Holanda no Euro.
Sem me querer alargar, gostaria apenas de tocar em duas questões que me parecem toldar o raciocino dos dirigentes na hora de escolher um treinador. O “conhecer o futebol português” e a questão financeira.
No primeiro caso, como já disse, parece-me conversa da tanga. Pode ajudar, mas não é essencial, nem justifica o insucesso de Quique Flores. Só nos últimos anos, Bolloni foi campeão quando chegou, Trappatoni também e Co Adriaanse o mesmo. Se Quique, ao fim de uma semana de trabalho, não conhecia nada do Rio Ave, como confessou, para justificar a derrota, só tem uma coisa a fazer. Retire-se do futebol. Uma semana inteira a trabalhar, na qual apenas treina duas horas por dia, e não estuda nada do adversário?! Incompetência e desleixo. Nada mais.
A outra questão, a famosa expressão “é um treinador caro”. Parece-me falta de visão dos dirigentes. Para mim um treinador faz mais de 60 por cento do trabalho de uma equipa. É ele que põe bons jogadores a jogar mal e maus jogadores a jogar bem. Sem dúvida que, olhando simplesmente para o plano desportivo, eu como dirigente de um clube pagaria com muito mais facilidade 100 milhões por Mourinho, que 100 milhões por Ronaldo. A questão é que um treinador é muito mais importante que qualquer jogador individualmente. E se podemos pagar uma fortuna a Nuno Gomes, um treinador com o mesmo salário é um treinador “caro”?! Se podemos pagar 4 milhões por um jogador como o Balboa, porque não gastar esses quatro milhões no salário de um grande treinador? Será que o Balboa, mesmo rendendo muito traria melhores resultados que um bom treinador? E os restantes 10 jogadores de campo? Não era o Balboa que os punha a jogar bem. Reparem que bastaria não termos contratado o Balboa e o Aimar, para termos dinheiro para pagar ao Mourinho. E quem acham que traria mais sucesso? Nunca haveríamos de trazer o Mourinho, é claro, mas a história de um “treinador caro” é algo que, para mim, é muito sobrevalorizado. Volto falar da troca do Aimar e Balboa pelo Mourinho… dá que pensar…
ENB!!
terça-feira, 16 de junho de 2009
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